09/10/2010

Homenagem à amizade


Estou passando por uma daquelas fases deliciosas na vida. Essas que vêm e vão na vida de todo mundo, que nos faz recriar forças para enfrentar as marés ruins, que também vêm e vão, nada é perfeito.

Vida profissional estabilizada, coração saltitante de felicidade, finanças sem sobressaltos, saúde em perfeito estado mesmo após essa mudança brusca da cirurgia e amizade "reatada" com a minha melhor amiga, Sabrina.

Estivemos uns 6 meses afastadas, separadas por um daqueles dissabores pelos quais passam um dia, todas as amizades de longa data. São 10 anos de cumplicidade, carinho, papos cabeça, discussões filosóficas, risadas, zoações, divertimento. Apesar de muito diferentes na forma de se expressar e de se portar diante da vida, somos almas gêmeas na honestidade, seriedade, companheirismo, valores, gostos e inteligência, claro... hehehe

Foi chato esse tempo que não compartilhamos, estávamos meio de saco cheio de tudo, inclusive de nós mesmas, nos irritamos com a postura da outra, faltou flexibilidade, paciência. Muitas coisas aconteceram que teria sido muito bom dividir com ela, mas foi um tempo necessário. Como eu acredito que tudo na vida tem um motivo, acho que essa ausência também teve e serviu para fortalecer mais ainda o nosso vínculo.

É maravilhoso ter alguém como ela como amiga. Daquele tipo que você entrega a vida nas mãos, que você conta até as coisas mais sórdidas, os medos, as dúvidas, as merdas que fez e sabe que vai ouvir uma opinião inteligente, sincera, sem ser necessariamente o que o nosso ego quer ouvir.

Tudo isso pode estar parecendo meio lésbico mas não é. Ela nem é do babado, mas ouve todas as minhas mazelas lésbicas e acompanhou e aceitou com imenso carinho essa minha opção, mesmo ficando meio perplexa no início com essa novidade, depois de presenciar minha intensa vida hétero.

Resolvi escrever isso porque acordei me dando conta de como a gente fala tão pouco para as pessoas como elas são importantes pra gente; como é bom valorizar as pessoas que a gente ama, como é gostoso saber o que o outro sente por nós. Sendo eu essa faladeira que sou, ou escrevinhadora, resolvi registrar aqui para a posteridade (rs), a importância fundamental dessa amiga na minha vida.

E como conselho, sigam esse exemplo, é libertador!

Chitos, te amo, obrigada por tudo!

4 comentários:

Lelê Maria disse...

Ow! Que lindo!!!

Como dizia o poeta: eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!

Acho linda essa passagem. Bons dias pra ti Ana.!

Chitos disse...

Puxa vida! Ao saber que havia um post para mim no Duas, fiquei achando que era a respeito de alguma história que eu tivesse contado para essa escrevinhadora, minha grande amiga. Minha surpresa foi muito grande ao ver que, realmente, o post era destinado a mim! Uau!!!
Querida amiga, você faz parte da minha história e me honra muito com a sua confiança e por ser, também, minha confidente. És a única pessoa que posso dizer que sabe de tooodas as minhas mazelas e dúvidas. Vc sabe bem como as cancerianas, como eu, tem dificuldade de se expor, né?! É maravilhoso tê-la como amiga também! Perdoe-me por não ter a mesma desenvoltura na escrita que você, mas ainda estou sob o efeito da surpresa. Realmente, me emocionei! Obrigada! Obrigada pelos ouvidos! E pela atenção de sempre! Vamos virar 2 velhinhas cheias de história, né?! Hahahahaha...
Beijo grande!

Chitos disse...

Noooosssaaa!!! Só agora vi a foto!!! Quem é essa criatura com estes braços gordos aí, hein????!!! Hahahahahaha... Não me lembrava desta foto, não... Tá bem natural, né?! É... Pensando bem, essa aí sou eu mesma... Hahahahahaha... Bjo!

Afrodite disse...

Que bom que o afastamento serviu para uni-las ainda mais!
Isso aconteceu comigo e uma amiga que tb era de dez anos mas a relação acabou!
talvez por infantilidade minha ou dela,mas hoje eu penso três vezes antes de declarar alguém meu amigo...
Coisas da vida...
Beijo!